TRAJETÓRIA

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TRAJETÓRIA

Começou com um amor Platônico
Quase um sofrer Goetheano:
Suspirava por aquela beleza Alencarnal.

Apaixonaram-se Shakespearadamente
Viveram de risadas Veríssimas
E de desejos Amadianos

Mas tudo foi breve como um Leminski,
E acabou-se a inocência Lobatiana.

Ela, Flaubertina, buscou novas alegrias.
Ele, Byronico, entregou-se à bebida.

Vieram os problemas Dantestáveis,
As brigas Homéricas
A paranóia Dostoievska

E então o mistério Doyleano.
A dúvida, Machadiana, da traição.
Ele, olhos verdes de ciúmes, vigiou-a Orwellianamente.

A verdade surgiu, Saramarga.
Pedra Drummondiana no caminho.
Ela se foi com outro, Nabokovarde.

No final, apenas a angústia Kafkastigante
O corpo, Faulknerte
A alma, Lispectorturada.

Lucas

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