Arquivo da categoria: André Andere

Soneto do Quase-amor

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Soneto do Quase-amor

Vá, arremessa-te de inteiro a uma pessoa
Perca-se em si e se encontre nela
Seja um barco de paixão com o desejo à proa
Apague os faróis dos olhos e acenda a vela

Sejas o corpo um grito e alma que ecoa
O sentir prisioneiro e o sentido a cela
Viva assim por uns tempos, e a vida será boa
Tua boca será tinta, e a do outro tela

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Alice

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Alice

Quando despertei com o Sol na cara
E coloquei meus pés naquele chão imundo
E procurei minhas roupas entre restos e garrafas
Sentindo-me girar…como se girasse o mundo
Notei que entre os lençóis estava Alice.

Deitada, nem dormindo nem desperta
Sorria, como se fosse novela.
E nua, como se cheia de alegria
Vestida de prazer e de preguiça.

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Quiromancia

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Quiromancia

Um arrepio frio percorre-me o corpo como uma emoção triste
Tenho a sensação de que alguém partiu.

Os carros não incomodam mais com suas buzinas
Os números não ferem minha poesia
Nem mesmo as mais belas tragédias perturbam minha alma.

Talvez mesmo alguém tenha partido.

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Soneto do Medo

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Soneto do Medo

Tenho medo de chegar ao cais
Do teu porto e do navio negreiro.
Tenho medo de esperar demais
De ser a hora, mas não o primeiro.

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No Tempo da Delicadeza

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No Tempo da Delicadeza

Você dorme tarde
Acorda cedo
Toma café com os jornais.

Trabalha cansada
Descansa e trabalha
Mas dorme com os animais.

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